Bota cano longo acima do joelho, com um salto altíssimo. Uma saia
preta, colada no corpo, há dois palmos do pecado. Batom vermelho,
lápis preto nos olhos. Duas argolas de prata gigantes em cada
orelha. E um olhar de quem está com fome, muita fome. E foi com essa
fome que o encostou na parede e o beijou no pescoço. Caminhava de
uma orelha até a outra com a língua e as mãos deslizavam tórax
abaixo. Se virou rebolando na cadência de uma música que tocava em
algum apartamento distante. Ele gemia. Passava as mãos pela barriga
dela subindo até o peito coberto por um top também preto. Uma
tigresa, pensou. Ela, ainda de costas descia até o chão. Naquela
mesma cadência olhou para cima, sorriu e feito felina começou a
engatinhar enquanto a saia curta ia subindo revelando a bunda sem
calcinha e uma marquinha minuscula de biquíni. “Vem”, ela disse
olhando por cima dos ombros. Ele, salivando de vontade começou a
tirar sua camiseta branca e desabotoar a calça jeans enquanto ela
parava no meio da sala e arrebitava a bunda o mais alto que podia, e
com uma das mãos começava a mexer na boceta já encharcada. Enfiava
um dedo, logo depois dois e em seguida lubrificava o cu. Ele olhava
aquele corpo de bailarina, aquela poesia tatuada na costela e
sentia-se em uma das fotos de Gordon Denman. Chegou mais perto,
ajoelhou-se e lambeu cada dobra daquela carne. Comeu, com voracidade,
usando a língua, cada pedaço daquela boceta. Ela gemia e rebolava
no rosto dele. E com uma das mãos ele deu um tapa forte e firme na
bunda dela. Gemeu alto, olhou mais uma vez por cima dos ombros e
disse: “bate, bate na minha bunda que eu gosto”. E ele batia e
ela gritava. E de pau duro, enfiou naquele cu que minutos atrás
piscava a cada investida de sua língua, e foi recebido com toda
intimidade permitida. Ela gemia sentindo-se preenchida enquanto o
saco fazia carinho em sua boceta e as mãos dele deslizavam pela sua
nuca...
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Vênus adormecida
“Dorme aqui hoje”.
“Não, hoje eu só vim fazer sexo com você, quero dormir na minha cama”, ela disse.
“Jura que vai resistir a essa cama macia?”
“Me come primeiro e depois a gente conversa!”.
E o beijou. Um beijo mordido, molhado e quente. Ela lembrava a Vênus Adormecida do renascentista Giorgione, porém moderna com as tatuagens rabiscadas pelo corpo. Pássaros, flores, frases. E uma língua que rebolava pelo peito raspado dele. E seguia tórax abaixo e encontrava o pau que engolia com tanta vontade. Nua, precisa com a chupada molhada do jeito que todo cara aprecia. Babava e descia pelo saco enquanto a saliva quente, em abundância, escorria. Ele jogava a cabeça para fora da cama em um gemido longo. Logo ela subia e o beijava na boca. E ele virava e ria cantando trecho da música que estava no repeat nas caixas de som. Cheirava seu pescoço, alisava os peitos pequenos e os beijava. Cabia fácil, quase por inteiro nos seus lábios. Parava nos mamilos delicados enquanto a mão descia pelo ventre até chegar a boceta molhada. Ela gemia alto, gemia baixo, aquele gemido que mais parecia elogio. E ele com o dedo médio achava o ponto certo e a pressão necessária para faze-la pedir mais. E por alguns segundos parou e quis apenas olhá-la...
“Tirou a mão porque?”, ela perguntou “só deixo tirar a mão se for pra colocar a boca e só deixo tirar a boca se for pra colocar o pau!”.
Ele gargalhou alto e solto. Buscou a camisinha numa gaveta bagunçada, deu um beijo profundo na boceta que soltou leves espasmos e a penetrou fundo e forte...
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Na TV uma banda britânica
Os pingos de chuva batem no ar condicionado. Barulho do ventilador
apesar do frio. Na televisão o ao vivo de uma banda britânica.
Aquela preguiça típica dos dias chuvosos. Sente o cheiro dos
cabelos castanhos espalhados pela cama. Sonolência das manhãs de
segunda-feira. Passa os dedos pela pele branca e ela retribui
sorrindo e fazendo carinho nos seus braços. Um beijo doce e lento. E
as mãos dela descendo pelo peito, alisando a região do umbigo.
Enquanto ele percorre suas costas e invade a nuca. Brinca com o dedo
mindinho atrás da orelha. Ela sente uma gastura gostosa. Morde de
leve os lábios dele. As línguas dançam. Salivas tão íntimas. E
dançam também as pernas que ela joga por cima das pernas dele. E as
mãos buscam o pau já duro. Contorna o saco. Ele aperta de leve sua
bunda. E ela o guia mexendo os quadris. A umidade do pau dele e o
líquido da boceta dela lentamente se encontram. Ela aperta os olhos
antes de sentí-lo acomodado. Mistura de prazer com o incomodo
inicial. Ele respira fundo e solta um gemido grave e baixo. E o
movimento segue sutil, sempre ralentando, em um beijo profundo,
prolongado...
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Te engulo toda
Ritmo da língua,
saliva quente, corpo quente e teu olhar em transe olhando o meu. A boca
desenhando o contorno – grandes lábios, pequenos lábios e clitores. Teu
cu pisca ao toque de meus dedos: meu desejo, desespero teu. Ritmo
lento, descompassado, ritmo rápido. Mãos macias rascunhando meu corpo,
meu tronco, minha coxa e pau. Unha arranhando a pele, eu te penetrando a
bunda. Teu cu, minha rola, bem fundo. Seguro as ancas, puxo os cabelos – castanhos, ondulados – rosto corado anuncia o gozo. Gozo na boca, na cara.
Você engole tudo. Eu te engulo toda.
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segunda-feira, 18 de abril de 2011
Somos um só
E sua boca envolve com gula minha carne. E sinto suas pernas bambas enquanto faço tour com minha língua em busca do desejo imprevisível. Caminho com os dedos pela textura de sua pele até sentir sua umidade reveladora. E roço a barba no lugar preciso, aquele onde o pescoço vira ombro. E deslizo minha língua pela sua espinha chegando ao volumoso rabo... Mordo! Depois perco-me umedecendo as dobras e invadindo fundo com indicador e médio. E exploro com precisão a delicada forma de seu cu. Beijo grego arrepiando os pelos de sua pele. E você me olha como quem fala sobre amor e suspira como quem discursa sobre tesão e se entrega como quem diz que somos um só...
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Estremecendo
Vestido curto, coladíssimo, sandália rasteira. E aquele sorriso de deixar qualquer homem louco. Os cabelos causam um alvoroço só. Aquela coisa que vai seduzindo o vento. Que parece surgir só para se emaranhar nos cachos. E o andar parece surdo de escola de samba seguindo o compasso do coração. Pisa forte, decidida. Segura as mãos dele como quem diz que é dela, e só dela. Beija-o tragando a alma, diz ser vontade. E os dedos rabiscam as dobras do corpo dele, começando pelo contorno das coxas, subindo até a virilha e apertando com firmeza o saco, diz ser tesão. Faz aquela cara de puta barata e o chama para o quarto. Se despe, num movimento lento, de costas, livrando o vestido e olhando nos olhos. Sorri. Fica de quatro na beirada da cama. Rosto encostado no colchão e traseiro mirando o lustre. Boceta reluzindo o líquido da saudade. Ele chega perto, inspira o cheiro que invade afrodisíaco o seu corpo... E beija. Beijo de língua no boceta que se estremece toda...
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Buscando
Confessou-me que estava em busca de sua princesa. Apesar de não se considerar um príncipe. Várias vezes pensou tê-la encontrado mas no fim acabava sempre aquele vazio de incompletude. Eram todas meigas, falantes, inteligentes, interessantes, mas sempre faltava algo. Como se a sapatilha nunca coubesse no pé da moça. Sempre faltava uma certa perversidade, uma entrega sem pudores. Queria alguém que, acima de tudo, se interessasse por sexo, e muito. Daquelas que gostam de se lambuzar. Alguém que como ele tinha como pecado original a luxuria. A sapatilha da Cinderela não era bem uma sapatilha, eram calcinhas, minusculas, de todas as cores, que floriam o guarda-roupa. O encanto não podia ser apenas a meiguice. Era meiguice com algo mais, algo de despudorado. Queria alguém que lesse Anais Nin, que tivesse a coleção do Milo Manara e que o castelo, ao invés de castelo, fosse uma feira erótica, onde ela ia querer levar tudo para experimentar depois, olhando pra ele, nos olhos. Alguém que escrevesse conto erótico e se divertisse com pornografia. Alguém que falasse sacanagem no pé do ouvido, no meio daquele jantar chique. Que o acordasse com uma chupada e pedindo, na calada da noite, pra comer devagar seu rabo. E gozasse, dizendo e ouvindo “ eu te amo”.
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sábado, 4 de dezembro de 2010
A menina que dança
Na dança gosta que a levem, o ritmo é o parceiro quem dita. E na cama também. Apesar de não fazer muita distinção entre um e outro, pra ela é tudo a mesma coisa – cama e dança – ou tudo está tão entrelaçado que se confunde. Na dança, e na cama, quem conduz os passos é o outro e ela, na malemolência, se deixa levar. O conheceu num desses recantos da Lapa. E não é que gostou da pose do rapaz? Mas já tinha decidido tirar um ano sabático. Nada de sexo. Mas ele quis leva-la logo pra onde? Forró! Ponto fraco da menina que dança. E não tinha como dizer não. E foram. E no meio daquela dança toda fingiu que nem notou as encoxadas mais audaciosas. Se deixou levar, fechou os olhos, descansou a alma e o corpo foi quem falou. E o rapaz que não era bobo nem nada aproveitou o molejo da menina e a beijou na boca. Salivas bem divididas. O encaixe com sintonia fina a fez amolecer. Ano sabático que nada. Queria mesmo era continuar aquela dança na cama, na sala ou até num chão duro de calçada. A saia curta, rendada, típica de forró e uma calcinha pequeninha que ele logo sentiu no primeiro toque de leve na bunda da menina. Tão pouco pano, foi fácil afastar e começar o dedilhado preciso na boceta – sem pelos diga-se de passagem. Ela já em outra esfera. Sentia aquilo e queria mais. Tanto tempo que um dedo não lhe invadia com tanta precisão e desenvoltura. “Me leva, me leva”, ela pensava. E o dedilhado seguia. Num ritmo de um forró pé de serra. Dedo médio no compasso da zabumba no clitores. E as vezes, dava uma escorregadinha, seguia os acordes da sanfona e invadia a boceta, bem fundo – instrumento percussivo – para depois se insinuar para o rabo. Triangulo formado – clitores, boceta e cu – e esse o rapaz sabia tocar.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
O que se sabe
Não se viam há bastante tempo, na verdade desde a última conversa alguns anos antes que não terminou muito bem. Ficou a mágoa. No fundo ela nunca entendeu os motivos dele – e talvez nunca entenda – de abrir mão de tudo e cair na vida. Tinham feito tantos planos, construído tantas coisas juntos, fortalecido o amor, criado alicerces para tudo terminar daquela forma. Na cabeça dela egoísmo da parte dele. Na cabeça dele libertação. Não importa. O fato é que os dois estavam ali novamente frente a frente. Um reencontro marcado. Foi até surpresa para ele aquela ligação durante a madrugada. Estava desolada, triste e a única pessoa a quem pensou em recorrer foi ele. A desolação e a tristeza ficam por conta da imaginação dos leitores. O que aconteceu foi que marcaram um encontro, no dia seguinte, em um café no centro da cidade. O que se sabe – mas não sei como sabem – é que horas depois as mãos dele marcavam com força as coxas dela. O que se sabe – mas não sei como sabem – é que havia um tesão acumulado de anos. Ele sentia um desejo absurdo. A bunda divina, a mão oportuna, o corpo sob medida. Cravava as unhas na fartura do rabo que rebolava enquanto as bocas fugazes tentavam se engolir, revesando saliva, língua, chupada no pé do ouvido. Gostosa, ele sussurrava. Enquanto ela, meio em transe, meio em marte, roçava as unhas com vontade pelas costas dele. Ele urrava, safada! O que se sabe – mas não sei como sabem – é que ela descia arranhando os dedos até a bunda. Ele já nu. Pau apontando pra lua. Levantando a parte da frente da saia de tecido fino – viscolycra – enquanto ela marcava os dentes no pescoço e excursionava com o dedo pelo rabo... dele. Momento de entrega. Fio terra só permitido a ela. Enquanto a outra mão alisava o saco. Gozo certeiro, e o beijo ofegante que não parava. O punho todo lambuzado de porra ela leva a boca re-experimentando o gosto do seu maior pecado. Ele a vira de costas, roças na bunda por baixo da saia. A envolve nos braços e suspira um saudades. Ela, danada, só rebola, querendo levantar o mastro. Pau na porta da xota, nem precisa ser convidado. Ele geme baixinho, ela rebola miúdo. Fecha os olhos, joga os braços pra trás e faz carinho na nuca. E o amor é rememorado em sua totalidade. É isso que se sabe – mas não sei como sabem.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Nado sincronizado
A saia curta e de tecido leve facilitava o trâmite entre os dedos da mão dele e a umidade da calcinha dela. O carinho começava sutil, despretensioso, quase sem querer. O gemido ainda era suave, silencioso, denunciado apenas pela boca entreaberta e a respiração ligeiramente ofegante. As vezes, mas só as vezes pra não da muita bandeira, o lábio inferior era assediado pelos dentes superiores, que famintos mordiscavam-o. A sala de projeção já estava com as luzes apagadas. Ele olhava para tela enquanto sua mão, pesando sobre a coxa dela, buscava o limite da calcinha, aquele limite que separa a dúvida da excitação da certeza que é logo confirmada pela boceta que inunda enquanto os dedos mergulham fundo. Nado sincronizado com o indicador e o médio. E aquele gemido abafado o deixava louco...
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
"não mete só a língua não"
Ela de bruços deitada na cama. Algema e uma venda negra nos olhos. Ele fazia uma massagem. Excursionava docemente com a ponta dos dedos pelas costas. A pressão das mãos a deixavam inquieta. Ele afastava as pernas dela e caia de boca na boca carnuda que é a boceta. Beijo de língua no íntimo. E ela babando segredo líquido.
Subia delicadamente até o cu e depois ia até a covinha das costas, segurava as ancas e puxava, deixando-a de quatro para poder sentir a língua na totalidade. O cu se revelava.
Continuava o percusso. Mordia as costas, beijava, seguia os ossinhos da coluna até chegar a bela tatuagem de borboleta que ele tanto gostava. Fazia o contorno com a língua.
Seguia. Segurava o pau e roçava por todo o corpo dela. Costas, nuca, rosto. Enfiava-o na boca fazendo-a sentir o gosto bem fundo na garganta enquanto as mãos deslizavam carinhosamente pela nuca.
Ele gemia e ela estimulada pelo som do gemido dele gemia junto e o gemidos de ambos entravam em harmonia.
Voltava. Enfiava um dedo no cu enquanto sugava sutilmente a boceta. Mantinha o grelo duro sobre vigilância da língua.
Ela o olhava e dizia: “não mete só a língua não, eu quero sentir outra coisa”. E ele metia o pau. E ela gostava. E o rosto dela o encantava. Misto de dor, alegria e revelação que ia dando lugar apenas ao prazer e a vontade de se sentir preenchida pelo resto da vida. O pau no cu dava uma estranha noção de preenchimento e completude que até então ela não havia sentido. E rebolava. E ele metia enquanto roçava a boceta. E ele gozava forte. E ela gozava alto, gritando!
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Nós três
Olhava-os com encantamento enquanto os dois corpos se misturavam a minha frente. Ela, uma mulher de vinte anos, atraente, com algumas tatuagens pelo corpo. Ele, um rapaz de sorriso engraçado e bom papo. Ambos estavam juntos há bastante tempo e parecia – na verdade confirmavam em cada olhar, palavras, movimento corporal – que havia amor genuíno enraizado ali.
Algumas horas antes apenas conversávamos e agora dividíamos a mesma cama. Já havia gozado e, prostrado, num estádio letárgico pós êxtase, entregue a uma energia quase anestésica os olhava exercendo com desenvoltura e desejo uma dança própria.
Ela o cavalgava. A bunda farta e empinada recebia das mãos dele carinhos violentos. Revelava toda a plenitude de um rabo guloso que piscava na medida em que ele o abria com mais vontade. Enquanto o pau, também empinado – e nesse momento lembro do semblante de tesão no rosto do rapaz enquanto ela me enlaçava com suas pernas fartas – preenchia a boceta em sua totalidade.
Estava deitado exatamente atrás deles. A única coisa que pertencia ao meu campo de visão era o corpo dela de costas para mim, as mãos dele devorando a bunda, o pau se escondendo aconchegantemente naquela boceta e o saco preguiçosamente repousado. Não podia ouvir o que sussurravam um para o outro e fiquei em silêncio.
Reservei para mim o papel de simples observador - e privilegiado - e via o amor se materializando em uma cumplicidade que me emocionava de formas diversas. Gozava pela alma e sorria honrado. Por fim, enquanto olhava-os gozando juntos – e a certeza veio com o anuncio dele e a permissão dela - me lembrava de uma frase da escritora Anais Nin: “a erótica tornou-se um caminho para santidade em vez de para a libertinagem”...
sábado, 9 de outubro de 2010
Perola Negra
Perola Negra, assim que vou chamá-la, como na música do Luiz Melodia. Dia de sol, praia, biquíni branco fio dental... Ah, que rabo! E um sorriso conquistador. Oi, tudo bem, prazer em conhece-la e o beijo. Que beijo! Língua morna, macia e molhada na medida certa – nem muito, nem pouco -.Convite para um passeio depois da praia. Topou de imediato! E eu sem acreditar. Vida, filmes, livros, relacionamentos, amores e sexo. Nossos olhos cruzaram cheios do fogo. Convite para conhecer minha casa. Topou, mas receosa - e adoro ter que insistir um pouco - Cozinha, sala, banheiro e quarto. Logo depois enrolada em meus braços... Na cama. Uma boceta deliciosa só com um pequeno caminho de pelos. Cai de boca com ela deitada de bruços. Boceta, cu, costas. Seguro forte as ancas e a puxo deixando – a de quatro. Camisinha, beijos na boca, boca oportuna no meu pau. Deliro com os gracejos de Perola Negra. Passista só minha. Carnaval fora de época. Meto sem dó e ela samba enquanto fode. Boceta quente, gulosa, querendo engolir até meu saco. E aquele olharzinho pedindo para eu meter no rabo. Gozo menino, feliz, realizado...
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
bunda é fundamental
... e sempre que vejo uma mulher muito bonita mas sem bunda uma frase me vem a cabeça: me desculpe as desbundadas, mas bunda é fundamental.
Celebro tuas curvas, teu contorno, tua carne
A adiposidade onde mais vale e a fartura do teu rebolado
Celebro toda tua brasilidade: és obra de arte!
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Celebro tuas curvas, teu contorno, tua carne
A adiposidade onde mais vale e a fartura do teu rebolado
Celebro toda tua brasilidade: és obra de arte!
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010
segredos líquidos
Olhava teus olhos. Olhava-os enquanto meus dedos faziam baile no meio de tuas pernas. O nosso cheiro embriagava o quarto. E o teu corpo conversava comigo, às vezes tímido, às vezes atrevido. E tua boceta me contava segredos líquidos. E teu cu se revelava, imponente, ao mais suave carinho...
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
A cena era essa
Chupava meu pau com vontade e ainda exibia um sorrisinho de canto de boca. Olhava meu saco e caia de boca enquanto com as mãos fazia a exata dança do vai e vem. A cena era essa: bota cano alto, hiper maquiada, eu encostado na parede e ela agachada. Os vidros da janela da sala tremiam com a ventania do lado de fora. Fazia um frio danado mas o meu pau, o meu corpo e meu rosto ferviam. Chamava de putinha e ela pedia uns tapas na cara. E eu dava...
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Que foda bem dada!
Meto a vara em brasa e tua xota úmida pulsa a cada estocada profunda. Meto sem pressa, sem pena. Gema, algeme-se em meus braços, delire em meus atos, ouça de mim palavras de maltrato, pois maltrato-te com a rigidez de minha carne, engulo-te com a insensatez dos meus lábios. Devoro-te, devoto-te, dedico-me com minha língua morna ao invadir teu lugar mais tenro. Vejo o corpo contorcido e o breve bramido farto de quem diz: Que foda bem dada!
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terça-feira, 31 de agosto de 2010
Sonho
Hoje sonhei que logo cedo você me desejava por inteiro. Minha carne rígida te obedecia vasculhando teus buracos mais íntimos. E você saciada sorria com o corpo todo preenchido.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Punheta
Vou te contar um segredo: punheta! A punheta de uma namorada que tive foi, sem dúvida, a melhor punheta que me bateram. A forma que segurava com firmeza e doçura meu pau. A forma que esperava ansiosa pelo meu gozo (sempre me olhando fundo). Uma simples punheta - geralmente não se da tanta importância a punheta - que só de lembrar o tesão vem forte, vem certo. Vem certo também aquela nostalgia. A certeza de que não sentirei novamente a mão oportuna. A certeza do finito. E é com essa certeza que gozo.
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Goze
Goze gostoso, goze baixinho, rindo ou chorando. Goze gritando, fazendo alvoroço, sozinha, em dupla, em trio, em quatro, goze de quatro. Nos campos verdes de Campos do Jordão. Goze forte, cravando as unhas, goze calmo, se perdendo nos olhos, bem fundo. Goze de manhã cedinho, antes do bom dia, goze na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Goze gritando por Deus, já que o gozo é sagrado. Goze esperando por mim, que to chegando com uma fome do Diabo.
"e se a fome é a mesma, quem come quem?"
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Sensações delicadas
Ando pensando existencialisticamente demais. E você com sua simplicidade, até então inconcebível para mim, chega a me assustar. Existe algo em você que nunca encontrei em ninguém, algo que essa minha alma desgarrada, colecionadora de tristeza nem sabia ser possível. A vida é uma sucessão de cenas tristes com algumas intervenções de alegria, e é aí que você aparece: minha intervenção alegre, a simples flor que encanta o jardineiro. Simples não de comum mas de sincero, singelo, sensato. Você é a sensatez que me faltava. E é pra você que canto uma canção de Chico Buarque e por causa dele você visita minha cama, descobre minhas verdades. Somos cúmplices, dois corpos emaranhados entre lençóis usados. A joia que enfeita seu pecado e cada pedaço do seu corpo vira ferramenta para o gozo. Olhos vendados, mãos presas a algema e a luz acesa, vejo cada detalhe de toda sua fartura. Lábios molhados, todos os lábios. O seu cheiro me lembra o da Rua das Flores pela manhã aqui na Tijuca. E seu sorriso denuncia a alegria de ter seu corpo pesquisado pela minha língua. Seu corpo é tela para arte de Frida Kahlo e para a poesia muda, molhada e morna que escorre dos meus lábios e percorre cada dobra. E ainda faço mágica com meus dedos e contorço todo o seu corpo, sua voz afoga em gozo e minha carne rígida pede para ser beijada. Mas são as pregas tão uniformes do teu cu tão necessárias que me embriagam de delicadas sensações calorosas. E minha boca morna invade todo seu rebolado e minha língua sábia desliza até o seu grelo inchado...
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Gozamos juntos, o meu pau no seu cu. E uma estranha certeza nos invadiu a alma. A certeza do eterno.
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